DILMA: “SE A MÍDIA NÃO FOR REGULADA, CONTINUARÁ A NOS MANIPULAR”

Ajude a manter o site no ar

Banner Delegado Federal 728x90 facaumadoacao
Brasília - A presidenta afastada Dilma Rousseff faz sua defesa durante sessão de julgamento do impeachment no Senado (Marcelo Camargo/Agência Brasil)



Brasil 247 – Em entrevista exclusiva aos jornalistas Fernando Brito e Beth Costa, do Tijolaço, publicada neste sábado 25, a presidente deposta pelo golpe Dilma Rousseff defende enfaticamente a regulamentação econômica da mídia, para se acabar com o atual oligopólio.

“Qualquer setor de oligopólio tem que ser regulado, porque ele manipula o consumidor. No caso da mídia, manipula nós, que recebemos a informação, porque vendem uma única versão”, avalia Dilma. “Tem de se falar no controle econômico da mídia, ela tem que ser controlada, como se tem que fazer em qualquer área, como na bancária”, ressalta.



Ela afirma ainda que, sem o controle econômico, não é possível realizar qualquer debate sobre a regulação sobre o papel social que a mídia deve exercer à sociedade, como determina a Constituição.

Baixe o aplicativo da Central da Esquerda e tenha todas as notícias da esquerda em seu Smartphone

“Eu não acredito que seja possível fazer qualquer regulação de garantir direitos sociais da população com concentração econômica. E acho que a gente tem que ter clareza que esse é o mais difícil de fazer (a regulação econômcia), porque o resto você pretende fazer com a sociedade, você não vai querer que seja o Estado impondo como é que você fará a participação social”, afirma.

“Se você controla todos esses meios de comunicação em quatro ou cinco famílias, você jamais terá acesso democrático a eles”, acrescenta.

Em outro trecho da entrevista, ela afirma que a mídia não só se arvorou em judiciário, mas “o faz de forma a corroer o estado democrático de direito, que é o direito de todos serem iguais perante a lei. Mas é a lei, e não a lei dela”.



Dilma alfineta também o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e o apresentador da Globo Luciano Huck. “Ou se apresenta como alternativa o chamado ‘gestor’, que não quer gerir a cidade para a qual ele foi eleito prefeito… E o outro, que é uma versão estranhíssima de política social feita através de programa de auditório”.

“Eu acho que cada um pode fazer o programa de auditório que achar mais conveniente. Faz parte da democracia essa liberdade de expressão, em programas de auditório. Agora: na política? Num país com 208 milhões de habitantes, que têm necessidades seculares parece brincadeira”, provoca ainda.

Assista abaixo aos dois trechos:





Publicidade

JPG Genérico 468x60