Cuba anuncia retorno de profissionais do “Mais Médicos” antes do final do ano



Cuba anunciou neste domingo que os mais de 8.000 médicos do país que prestam serviços no Brasil retornarão antes do fim do ano, após suspender a participação desses profissionais no programa “Mais Médicos”.

Autoridades dos ministérios de Saúde Pública (Minsap) e do Transporte cubanos informaram que foi feito um plano para o regresso “ordenado e seguro” dos médicos que começará no final da próxima semana e deve terminar em meados de dezembro, segundo informou a imprensa estatal.

Apesar disso, na quinta-feira passada retornou do Brasil um primeiro grupo de 196 médicos cubanos, um dia depois de o Governo do país anunciar a decisão de retirar os especialistas em resposta a pronunciamentos do presidente eleito, Jair Bolsonaro, que questionou a sua preparação e condicionou sua estadia no programa “à revalidação do título”, entre outras mudanças.



O vice-ministro do Transporte, Eduardo Rodríguez, explicou que todos os colaboradores da área de saúde retornarão por via aérea até o aeroporto internacional José Martí de Havana e de lá serão levados para suas casas nas diferentes províncias do país.

Além disso, Rodríguez disse que terão assegurado o envio de todos os seus pertences, tanto no caso da bagagem como de artigos que enviem através de entidades operadoras de carga cubana por via aérea ou marítima, as quais uma vez em Havana serão extraídas no menor tempo e estarão livres de pagamento de tarifas.



Após o regresso ao país caribenho, os médicos terão o emprego garantido, assim como a possibilidade de prestar seus serviços em outras nações onde Cuba tem profissionais da saúde, segundo explicou o diretor da Unidade Central de Cooperação Médica do Minsap, Jorge Delgado Bustillo.

Além disso, ele afirmou que enquanto esperam seu regresso para Cuba, os voluntários “continuarão dando assistência à população brasileira”, segundo um boletim da “Agência Cubana de Notícias”.

A participação dos médicos cubanos no projeto “Mais Médicos” começou em 2013 no mandato da então presidente brasileira Dilma Rousseff com o objetivo de garantir o atendimento de saúde a comunidades desfavorecidas em favelas e regiões pobres e afastadas do país.

Fonte: UOL


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