Investigação sobre capitão “infiltrado” em protesto é arquivada

A Procuradoria de Justiça Militar em São Paulo, órgão do Ministério Público Federal, arquivou o procedimento investigatório preliminar que apurava se o o capitão Willian Pina Botelho, de 37 anos, agia como agente infiltrado do Exército no dia 4 de setembro, quando ele e 18 ativistas foram abordados pela Polícia Militar no Centro Cultural São Paulo, na Zona Sul da capital paulista. O grupo se preparava para participar do ato na Avenida Paulista contra o presidente Michel Temer.

De acordo com informações do Ministério Público Militar, o promotor de justiça militar Luis Antonio Grigoletto entendeu, em 25 de novembro, que o capitão estava atuando conforme um decreto acionado pelo Exército para a passagem da tocha paraolímpica. Para o promotor, a atividade que o capitão exercia não era irregular, o que não configuraria nenhum crime. Embora a decisão tenha sido tomada em novembro, ela ainda não foi homologada.

O Caso

Apontado como infiltrado num grupo de manifestantes anti-Temer que acabou preso em controversa ação da polícia, Willian Pina Botelho, que se apresentava nas redes com o nome de Balta Nunes, é capitão do Exército. “Estudamos juntos no Instituto Gammon, em Lavras (MG)”, disse a este jornal um conhecido do militar, que não quis se identificar. Segundo ele, Botelho é “sério, estudioso” e iniciou sua carreira no Exército no setor de leilões. Ao menos desde 2013, está no serviço de inteligência do Exército.

Com informacões do G1 e do El País